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Diante de tantas invasões digitais que aconteceram nos últimos anos, se tornou obrigação das empresas desenvolver estratégias de segurança cada vez mais robustas dentro das organizações. É por isso que precisamos falar sobre gestão de vulnerabilidades.

Para você ter ideia, segundo o United States Computer Emergency Readiness Team (US-CERT), em 2020 foram registradas 17.447 novas vulnerabilidades. Esse índice marca o quarto ano seguido de recorde no número de falhas de segurança registradas.

Por causa da falta de profissionais qualificados em cibersegurança, as empresas têm sido desafiadas a encontrar várias lacunas  que precisam ser corrigidas. Assim, a gestão de vulnerabilidades tenta resolver este desafio e decidir quais são as prioridades mais importantes. 

Neste artigo, falaremos sobre como promover uma boa gestão de vulnerabilidades, o que ela significa e sua importância, além de dicas e estratégias para realizá-la.

O que é gestão de vulnerabilidades?

Os ataques virtuais crescentes aumentam também as preocupações das empresas com cibersegurança e fazem com que temas como gestão de vulnerabilidade, segurança e proteção de dados e informações ganhem maior visibilidade.

Para te ajudar a compreender a gravidade, os ataques cibernéticos já geraram mais de US$ 1 trilhão de prejuízos para empresas em todo o mundo. É quase impossível ter um ambiente 100% seguro contra ameaças. No entanto, é possível fazer com que os riscos sejam minimizados e controlados para que os dados e segurança da empresa sejam melhor protegidos. 

Assim, a gestão de vulnerabilidades é o processo de identificar, analisar, classificar e tratar das vulnerabilidades. Na parte do tratamento, a gestão corrige fraquezas, aplica controles e minimiza impactos no ambiente. Trata-se de um processo contínuo e que deve ser acompanhado de perto.

As avaliações dessa gestão são repetidas de forma periódica para, assim, ser possível determinar as mudanças que aconteceram quando comparadas com a avaliação mais recente.

Em outras palavras, a gestão de vulnerabilidades detecta e corrige falhas que podem, no futuro, representar riscos de segurança, funcionalidade e desempenho para a empresa, além de mudar configurações de programas para que eles fiquem mais eficientes. Além disso, o processo também adiciona mecanismos de segurança e realiza suas atualizações, além de focar na melhoria contínua dos sistemas de segurança.

Mas a gestão de vulnerabilidades não deve ser confundida com scan ou análise de vulnerabilidades. O scan é feito quando são utilizadas ferramentas para identificar fraquezas e auxiliar na gestão. E a análise significa um ponto único de atividade que identifica falhas de segurança nos softwares e hardwares.

A análise de vulnerabilidades faz parte da gestão. Quando são feitos escaneamentos esporádicos, significa que a empresa não faz esse tipo de gestão.

Quais são os tipos de vulnerabilidades?

Há diversos tipos de vulnerabilidades. De acordo com a portaria de Sistemas de Gestão de Segurança da Informação ISO 27000, as vulnerabilidades são “fraquezas de um ativo que poderia ser potencialmente explorado por uma ou mais ameaças” e elas podem acontecer durante a concepção, implementação, configuração ou operação de um ativo ou controle.

Há várias fontes de vulnerabilidades. Veja abaixo sobre as mais comuns.

1- Gestão de vulnerabilidades Naturais

Essas são as que têm a ver com o ambiente em que a empresa está. As vulnerabilidades naturais são, por exemplo, quedas de energias, alagamentos e incêndios. Elas não são completamente controláveis, mas a empresa deve ter planos de contingência.

2- Falhas humanas

A maior parte dos riscos das empresas estão ligados às falhas humanas. Elas podem acontecer por falta de conhecimento, falta de atenção ou até atividades mal-intencionadas de colaboradores. Usuários internos também podem executar arquivos maliciosos (como e-mail), facilitando a invasão do sistema e a perda de informações.

Para evitá-las, é importante treinar colaboradores para alinhar os procedimentos e fortalecer as políticas de segurança, além das sanções disciplinares para quem descumprir as políticas de segurança.

3- Mídias digitais

As vulnerabilidades por mídias digitais acontecem via pen drives, celulares, HDs externos, entre outros. Utilizar dispositivos externos pode acarretar na perda da confidencialidade e resultar em problemas na segurança da informação, por isso é necessário ter cautela.

Novamente, é importante a conscientização e treinamentos frequentes. 

Por que fazer a gestão de vulnerabilidades?

A gestão de vulnerabilidade agrega valor para as empresas e tem vários benefícios. Veja alguns deles abaixo.

1- Mais segurança

Um dos principais benefícios deste tipo de gestão é a segurança. Ao ser implantada e realizada de forma contínua, esse tipo de gestão diminui problemas como vírus, malwares, spam e ransomwares. Portanto, oferece mais proteção e segurança para a empresa.

2- Economia financeira

Ao garantir a segurança, as empresas ficam com mais chances de conseguir novos clientes e mantê-los. Isso acontece porque a segurança é cada vez mais um fator essencial na tomada de decisões. Durante as transações, é cada vez mais comum mostrar se a empresa é capaz de proteger a informação e dados.

Afinal, ninguém vai querer repassar seus dados para uma empresa que está sempre sendo alvo de hackers e comprometendo a segurança dessas informações.

3- LGPD

Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), proteger os dados das empresas torna-se algo ainda mais importante. A LGPD regulamenta o uso, proteção e tratamento de dados pessoais no Brasil. Trata-se das regras para os cidadãos terem mais controle sobre seus dados pessoais armazenados junto às empresas com as quais possuem negócio.

Se adequar à LGPD influência na gestão de vulnerabilidades e pode ser decisivo para que muitas empresas continuem existindo. Ao não seguir essas boas práticas, a empresa pode sofrer penalizações como advertências, multas ou proibição parcial ou total de atividades que envolvam coleta, armazenamento e compartilhamento de dados.

Como alcançar um excelente gerenciamento de vulnerabilidades?

Para que a gestão de vulnerabilidades funcione corretamente, é necessário definir estratégias. Confira abaixo algumas dicas sobre como alcançar um excelente gerenciamento de vulnerabilidades.

#1 Preparação

Uma boa gestão não significa apenas fazer scanners de vulnerabilidades. É necessário preparar e desenhar o processo que será executado. Assim, todas as informações relevantes da empresa devem ser mapeadas, como sua infraestrutura, riscos e número de aplicações.

Os locais em que os dados dos clientes e funcionários estão também devem ser mapeados, assim como os cuidados que já são implementados na empresa. É importante implementar um inventário de ativos.

#2 Gestão de vulnerabilidades: responsáveis

A gestão precisa ser feita com profissionais capacitados para cuidar da segurança de dados da empresa, e elas não devem ser direcionadas apenas para os integrantes dos times de suporte técnico. Ter uma equipe que faz a gestão de vulnerabilidade é ainda mais importante em caso de grandes empresas. 

#3 Gestão de vulnerabilidades e mapeamento dos riscos

Todos os riscos devem ser mapeados, e não apenas os virtuais. Softwares que tratam de dados sigilosos devem receber ainda mais atenção. A estratégia para detectar vulnerabilidades depende do tamanho e natureza dos ativos digitais.

Nesse caso, todo o ambiente pode ser escaneado a cada bimestre, enquanto os materiais de alto valor podem ser analisados diariamente, por exemplo. É importante lembrar que a gestão de vulnerabilidade deve ser algo contínuo.

#4 Análise de prioridades

Após o mapeamento, é importante analisar os dados para tomada de decisões. Quando as vulnerabilidades da empresa são conhecidas, é o momento de definir quais riscos devem ser contidos primeiramente. 

#5 Relatórios

Eles devem ser produzidos, pois mostram dados e, de forma mais nítida, as ações e seus resultados. Os relatórios também podem ser utilizados para comparações durante o tempo e serem consultados para definir estratégias.

#6 Tratamento

Elas devem ser tratadas de forma estruturada. É importante ter um roteiro a ser seguido e tempo estimado de realização. Isso dará mais agilidade para os times responsáveis.

#7 Gestão de vulnerabilidades: métricas

Elas mostram o que foi feito e justificam investimentos. Além disso, mostram o que deve ser melhorado. A métrica mais básica é a de quantidade de vulnerabilidades registradas durante determinado período e sua evolução. 

#8 Treinamento da equipe

Como já citado anteriormente, as equipes devem ser treinadas para entender a importância da segurança das informações e da boa gestão de vulnerabilidades. 

Vale lembrar que o trabalho de gestão de vulnerabilidade é contínuo. Por isso, ele não está concluído após as etapas mencionadas serem finalizadas. A identificação, correção, aplicação e análises para diminuir riscos devem ser feitas continuamente, já que vulnerabilidades mudam e surgem a todo momento. 

Assim, o auxílio de consultorias e parceiros de TI pode ser uma boa alternativa, pois diminuirá o tempo que a empresa precisa para essas atividades, além de dar uma maior segurança. Com essa gestão, os processos tornam-se mais ágeis e automatizados. Para completar, as falhas são mais identificadas do que quando há apenas testes de segurança manuais.

Agora que você entende mais sobre a importância da gestão de vulnerabilidades, que tal começar a colocá-la em prática? Aproveite e saiba em qual momento sua empresa precisa investir em outsourcing de TI.